[ACERVO DISPONÍVEL]
O ano era 2021 quando conhecemos Kimi em seu ateliê. Era nossa primeira visita à sua casa no Butantã, um espaço que respira calma e acolhimento, onde a artista dá vida a cerâmicas que transitam entre o utilitário e o escultórico, recebendo a todos com muita simpatia, compradores e curiosos de seu trabalho.
Enquanto conversávamos, a curiosidade de Kimi, característica muito vívida da artista, logo se fez a respeito do anel Claude que Vinícius usava, em sua versão prata com ágata vermelha. E, no decorrer do bate-papo sobre nosso trabalho e viés criativo, ela prontamente nos disse que queria um Claude, com ágata preta e aro prata. Que imensa honra para nós, como criativos, seria vestir os gestos de uma artista que tanto admiramos com nossa joia mais representativa e importante.
Alguns cafés depois, foi nossa vez de escolher uma escultura — um triângulo de parede com uma composição verde e vermelha única, que acontece de forma imprevisível durante a queima da cerâmica. Inicialmente, Kimi resistiu em se desfazer da obra por ser uma peça impossível de reproduzir, mas acabou nos confiando sua escultura para que pudesse compartilhar um novo lar.
Ainda durante nosso bate-papo, compartilhamos fotos do processo de produção dos anéis Claude, e um comentário que não saiu mais de nossa cabeça foi que sua forma orgânica, com encaixe entre metal e pedra, fez Kimi lembrar das plantações de arroz em terraços do Japão — sua terra natal — chamadas de Tanadas.
Tempos depois, em uma nova visita ao ateliê, na qual Kimi inclusive usava seu anel Claude, surgiu a provocação de unir o metal e a cerâmica nessa joia tão potente, trazendo elementos e texturas totalmente novos. Com isso, e em meio ao anseio criativo, nos impusemos uma única regra: apresentar uma nova maneira de pensar a relação dos materiais.
Dessa vez, invertemos a forma de construir a joia. Se antes o metal recebia as pedras naturais e tinha sua forma influenciada pelas curvas de seu topo, agora a cerâmica é quem recebe o metal, funcionando como base para a prata de lei que envolve, assenta e provoca infinitude.
Esse processo naturalmente resultou em uma alusão às Tanadas, referidas por Kimi. Uma solução final que aliou design e execução e resultou em imaginário.
Assim nasceu o novo acervo *Claude + Kimi Nii*: uma edição limitada de colares, brincos, um broche e dois artefatos, em composições inéditas. Berilos Amarelos, Granadas e Turmalinas vermelhas, Topázios azuis e Águas-Marinhas se unem à prata de lei polida e às cerâmicas em tons vivos e únicos, revelando joias que carregam não só matéria preciosa, mas também a sutileza do instante transformado em permanência.
Um acervo para quem deseja levar consigo mais do que um ornamento: um fragmento singular.













