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Miragem, capítulo I: Oásis

Nosso acervo Miragem surgiu a partir de um quartzo fumê com uma lapidação diferente das habituais e que um fornecedor nos presenteou com algumas unidades para criamos livremente, sem pré concepções. Essa lapidação é denominada espelho e, como seu próprio nome diz, essa forma de lapidar pedras preciosas traz profundidade e reflexos simétricos a partir dos caminhos da luz refletidos nas faces da pedra. Esses percursos luminosos acontecem também em grandes escalas e diferentes superfícies, muitas vezes corriqueiros em nosso dia a dia, são fenômenos ópticos chamados de Espelhismo, ou também conhecidos como Miragens.


Em resumo, superfícies muito quentes ou muito frias deformam as trajetórias de raios de luz, causando o que habitualmente chamaríamos de alucinações, enquanto na realidade são reflexos de imagens que existem de verdade. A partir desse entendimento de Miragens (ou fenômenos ópticos), nós passamos a explorar o quartzo fumê que tínhamos em mãos dentro da história mais conhecida e corriqueira que nos vem a mente quando pensamos em uma Miragem: o famoso Oásis.


Oásis são lugares reais, é verdade que é possível encontrar uma porção de água em meio às dunas do deserto, mas nossa perspectiva partiu de um lugar mais lúdico, de uma lembrança infantil presente em desenhos animados onde o personagem com sede e muito calor mergulha em um lago cercado de palmeiras para finalmente se refrescar, porém acaba enterrado em mais areia ao perceber que aquele Oásis não passava de uma alucinação. Isso tudo porque, como você já deve ter presenciado, em dias muito quentes é comum vermos na areia da praia, nas estradas ou até mesmo no campo gramado, imagens tremulas com reflexos distorcidos de porções do céu ou da paisagem ao redor. Esse é o fenômeno óptico de Miragem que explicamos no começo do texto e que serve como referência para as situações dos desenhos animados.


Como toda essa história foi transportada para as joias? Bom, nós assumimos que o quartzo fumê seria nosso Oásis e estaria no centro da joia, uma vez que foi o cerne criativo de todo acervo e responsável pela pesquisa das Miragens que estariam por vir. Já as referências mais lúdicas foram então transportadas para o corpo do anel, do centro aos extremos da seguinte forma: O quartzo fumê central é emoldurado por um volume que se solta do topo do anel através de recortes vazados com a intenção de algo que parece difícil de alcançar, mas ao tempo é sólido e inebriante. Seu acabamento Vermeil com textura levemente granulada faz referência à areia quente do deserto que próxima ao Oásis se destaca de seu entorno infinito. Já o aro do anel em prata polida assume as repetições incansáveis das dunas em meio a imensidão do deserto através de vincos circulares que não apresentam começo nem fim.

Esse é o primeiro capítulo do acervo Miragem, que se apropria de alguns conceitos físicos do que são Miragens verdadeiramente, mas também brincam com um conceito lúdico e divertido do entendimento sobre Oásis. O ponto de partida para os próximos quatro capítulos. Conheça o restante das joias Miragens:




Vinícius

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