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Miragem, capítulo III: Morgana

O terceiro capítulo do nosso acervo Miragem foi sem dúvida o mais atípico entre os fenômenos ópticos que exploramos. Se você ainda não leu sobre o início das joias Miragem, clique aqui para saber como começamos esse acervo inspirado em fenômenos e ilusões ópticas. Se no primeiro capítulo nós trabalhamos a ideia mais lúdica de Oásis e no segundo reproduzimos o efeito real do Halo Solar, nesse terceiro capítulo há uma mistura entre o que é real e o que é ilusão. Talvez muitos de vocês não conheçam essa Miragem, nós também não conhecíamos antes da pesquisa de desenvolvimento do acervo, mas Fada Morgana é uma ilusão que ocorre no horizonte do oceano, onde massas de ar criam deformidades no caminho da luz fazendo com que navios pareçam flutuar.


De forma simplificada o que nossos olhos na realidade veem nesse caso são reflexos formados pelos raios de luz que não conseguem chegar de forma linear até nós, por isso os navios que parecem flutuar estão, na realidade, sendo refletidos no céu, mas obviamente que permanecem no oceano. Além dessa imagem de “navios voadores” a ilusão também pode transpassar imagens distorcidas de grandes ilhas, fazendo com que elas pareçam mais longas, altas e até mesmo duplicadas. Essa grande diferença na forma como experimentamos esse fenômeno se dá por conta de distorções causadas pelo ar frio, enquanto nos casos anteriores as miragens eram causadas pelo ar quente.


Uma curiosidade sobre esse fenômeno está em seu nome, que traz das lendas do rei Arthur a feiticeira Morgana (em italiano Fata Morgana) e seus poderes mágicos em poder transformar sua aparência.


Na joia da família Morgana nós exploramos essas características do fenômeno que transpassa a sensação de flutuação. Para isso escolhemos um cristal de rocha retangular, de lapidação espelho (como as pedras das outras famílias do acervo) e de dimensão mais robusta, porque queríamos que essa pedra tivesse uma presença visual mais impactante, puxando o olhar e gerando curiosidade no aro prata que rodeia esse cristal e leva à revelação de que a pedra está completamente solta do aro do anel, como se voasse em meio a joia. Seu tom cristalino reflete e fortalece em parte essa ilusão óptica, ao mesmo tempo em que dá importância aos topázios azuis que adicionam as nuances do oceano e do céu.


Por fim, o brinco e o solitário Morgana carregam topázios de azul intenso, com uma lapidação única e desenvolvida como referência a imensidão azul desse terceiro fenômeno que encerrou o acervo Miragem em 2022.




Vinícius

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